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HISTÓRICO

1. CRIAÇÃO

O Programa de Extensão Infância e Adolescência – PIA foi criado em março 1992 para discutir a questão social da Infância e Adolescência, visando estimular e subsidiar ações, programas e serviços junto ao segmento infanto-juvenil, sobretudo crianças, adolescentes e famílias que vivem em vulnerabilidade social.

Vinculado inicialmente ao Serviço de Prática do Serviço Social – SEPRASS, do Centro Sócio-Econômico, atual Instituto de Ciências Sociais Aplicadas – ICSA o PIA definiu e realizou os seguintes objetivos:

1.       Identificar grupos, na universidade e fora dela, que estivessem trabalhando com a temática infância e adolescência, para intercâmbio e troca de experiência;

2.       Propor e realizar estudos sobre a problemática da criança e do adolescente que resultassem em propostas de intervenção;

3.       Coletar e elaborar documentação bibliográfica sobre infância e adolescência para formação de acervo;

4.       Realizar cooperação com instituições e movimentos sociais em forma de assessoria pedagógica, promoção de eventos, publicações e ações compartilhadas;

5.       Promover seminários, encontros, cursos, oficinas;

6.       Ampliar os campos de estágio para alunos do Curso de Serviço Social e fortalecer os existentes.

Em 1992, a Resolução 2029, de 1º de Outubro de 1992, do CONSEP regulamentou sua atuação no âmbito da UFPA e da sociedade civil organizada, legitimando o estabelecimento de parcerias institucionais em pesquisas e trabalhos desenvolvidos na área da infância e adolescência.

2. EIXOS TEMÁTICOS

As ações do PIA desenvolvem-se a partir dos eixos temáticos: socialização de crianças e adolescentes em situação de risco pessoal e social; relações familiares; formação e capacitação profissional para adolescentes; formação e capacitação de educadores, técnicos e profissionais da área da infância e adolescência; educação ambiental; políticas públicas e sistema de garantia de direitos.


3. PARCERIAS

As parcerias com entidades não-governamentais como a República do Pequeno Vendedor –RPV, hoje denominada Movimento República de Emaús- MRE e também, governamentais, como a Fundação da Criança e do Adolescente – FUNCAP e a Fundação Papa João XXIII – FUNPAPA, foram formadas e fortalecidas tendo atendido aos objetivos inicialmente propostos – intercâmbio e cooperação técnica em atividades sócio-educativas, realização de eventos, dentre outras. Novas parcerias foram estabelecidas: Abrigos municipais e estaduais, Escolas estaduais, Grupo de Estudo e Apoio à Adoção RENASCER;

4. PROJETOS

Desde sua criação, o PIA executou os seguintes projetos:

4.1. Estágio Curricular em Serviço Social: Construindo a Relação entre Ensino e Extensão (1992).
Este foi o primeiro projeto realizado no âmbito do PIA desde sua criação com o objetivo de dar suporte aos professores e alunos do Curso de Serviço Social em seu processo de inserção nas instituições de atendimento a criança e adolescente, que se constituem campo de estágio curricular, fortalecendo o vínculo institucional entre UFPA e instituições conveniadas.

Coordenação (na seqüência): Stela Menezes; Heliene Carvalho; Gicele Brito; Célia Borges; Lilia Cavalcante; Maria Antonia Cardoso; Rosiane Costa de Souza.

4.2. Assessoria Técnico-Pedagógica ao Centro de Defesa do Menor – CDM, atual CEDECA EMAÚS (1992).

Projeto de cooperação mútua do PIA com o CDM (CEDECA EMAÚS) na organização e execução de ações conjuntas de defesa dos direitos de crianças e adolescentes. Através de uma ação direta com o Departamento de Pesquisa e Banco de Dados do CEDECA realizou-se o primeiro Levantamento da Situação de Violência contra Crianças e Adolescentes em Belém. O relatório foi divulgado em 1994, com dados relativos aos anos de 1990 a 1991. Ainda em 1994, foi realizada a coleta de dados para os anos de 1992 a 1994, atualizando a base de dados.

Coordenação: Maria Luiza Nobre Lamarão

A partir de 1995, esse projeto foi redimensionado e passou a ter a seguinte denominação: Assessoria às entidades da sociedade civil que trabalham com a criança e o adolescente.

4.3. Assessoria ao Movimento Nacional de Meninos e Meninas de Rua MNMMR e ao Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente – CEDCA-PA (1992). 

Esta iniciativa envolveu a realização de ações conjuntas como: cursos, seminários, oficinas pedagógicas com o objetivo de estimular a implantação das Comissões Locais do MNMMR. Dentre os principais resultados dessa parceria, destaca-se a implantação oficial das comissões locais do MNMMR e seu fortalecimento na região Norte.

O PIA também prestou assessoria ao CEDCA-PA através de apoio técnico-pedagógico aos Conselheiros de Direitos e Tutelares na realização de suas atividades.

Coordenação (na seqüência): Stela Menezes, Inaílza Barata, Liduína Oliveira.

A partir de 1995, este projeto foi redimensionado e passou ter a seguinte denominação: Assessoria às Entidades da Sociedade Civil que Trabalham com a Criança e o Adolescente.

4.4. Base de Dados de Recursos Humanos e Entidades Envolvidas com a Temática Infância e Adolescência em Belém (1992).

Esse projeto teve como objetivo principal identificar na UFPA e fora dela, professores, técnicos, pesquisadores, instrutores e pessoas em geral que atuam na temática Infância e Adolescência, com vista à realização de intercâmbio e cooperação. Foram cadastradas 130 (cento e trinta) pessoas, das quais 20% pertenciam ao quadro da UFPA e 12 (doze) instituições no município de Belém atuando na área da Infância e Adolescência.

Coordenação: Maria Luiza Nobre Lamarão

4.5. Levantamento da Documentação Bibliográfica sobre a temática Infância e Adolescência (1992).

Este projeto fez o resgate da produção acadêmica dos alunos do Curso de Serviço Social na temática Infância e Adolescência. Foram registrados 85 (oitenta e cinco) Trabalhos de Conclusão de Curso – TCC, elaborados no intervalo de uma década – 1981 a 1991, abordando diversos temas da infância e adolescência, tais como: trabalho, infração, família, drogas, violência, educação, direitos, dentre outros.

Coordenação: Maria Luiza Nobre Lamarão

4.6. Capacitação na Temática Infância e Adolescência (1992)

Realizado por meio de seminários e oficinas pedagógicas, voltadas para alunos da UFPA, comunidade universitária, lideranças comunitárias. Sem recursos próprios, as ações foram apoiadas por um sistema de parcerias que garantiu a presença dos ministrantes aos eventos. Os resultados mais significativos foram: a disseminação de metodologias de trabalho com crianças e adolescentes, a apreensão de conhecimentos sobre direitos sociais e direitos humanos, a configuração de processos organizativos para a elaboração do Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA e o destaque do papel da Universidade junto à sociedade civil.

Coordenação (na seqüência): Stela Menezes, Inailza Barata, Gicele Brito.

A partir de 1998, este projeto foi reelaborado, vindo a denominar-se Formação de Educadores e Agentes de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente, ampliando a reflexão teórico-prática com estudantes de Serviço Social e áreas afins, bem como de educadores e agentes de defesa oriundos de entidades inscritas na temática infância e adolescência, sob a coordenação da Profª. Lília Cavalcante.

4.7. Educação Ambiental para Adolescente em Situação de Risco: Reciclagem de Papel (1994).

Criado em agosto de 1994, esse projeto partiu da reflexão de que a universidade, enquanto produtora e disseminadora de conhecimento deve aplicá-lo no enfrentamento da questão social, neste caso, a situação de pobreza e abandono de crianças e adolescentes. O PIA buscou parcerias interna, com o Centro Tecnológico, através do Laboratório de Engenharia Química, Núcleo de Meio Ambiente e, externa, com a República do Pequeno Vendedor – RPV, para a implantação de um Laboratório de Reciclagem de Papel para adolescentes em situação de risco. Com recursos do UNICEF o Laboratório de Reciclagem de papel foi implantado na RPV. Este projeto envolvia aspectos tecnológicos da produção, educação ambiental e acompanhamento social e pedagógico aos adolescentes e suas família. 

Coordenação: Maria Luiza Lamarão (UFPA), Ronaldo Fayal (RPV), Nazaré Teixeira (RPV).

4.8. Nova Canção: Transformando a Melodia da Vida (1994).

Projeto executado em parceria com a República do Pequeno Vendedor, realizando socialização prazerosa e grupalização de crianças na faixa etária de 7 (sete) a 12 (doze) anos em situação de risco pessoal e social, com a utilização de música, atividades lúdicas, artísticas, sócio-culturais e técnicas grupais. A iniciativa envolvia pais e responsáveis pelas crianças através de acompanhamento psicossocial.

Coordenação: Maria de Nazaré Palheta e Silva.


5. CRIAÇÃO DO GRUPO DE ESTUDO E PESQUISA:

Em 1998, como parte da trajetória de consolidação de ações protagonizadas pelo PIA, foi criado o GRUPO DE ESTUDO E PESQUISA DA INFANCIA E ADOLESCENCIA – GEPIA, com o objetivo de realizar e divulgar estudos, pesquisas e experiências de trabalho relacionados a essa temática, buscando tornar-se uma referência para investigação de seus aspectos na Amazônia.

O GEPIA realizou pesquisas próprias e em parceria na temática infância, adolescência e família, com publicações dos relatórios de pesquisa e em forma de Caderno Pedagógico. Realizou seminários para discutir a situação da infância, adolescência e família.

6. ARTICULAÇÃO ENTRE ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO

A partir de 2000, com o primeiro Edital do Programa Integrado de Apoio ao Ensino, Pesquisa e Extensão – PROINT, o PIA, conjugando suas ações com o GEPIA, apresentou o Projeto Infância e Adolescência: Pesquisa e Trabalhos Sociais

Coordenação: Profª Lilia Cavalcante

O PROINT incentivava ações em três níveis:

No âmbito da pesquisa PIA E GEPIA realizaram: 

Sistematização e organização da produção teórica existente sobre a infância e adolescência, criando mecanismo de atualização e pesquisas de dados gerados pela UFPA na área da infância e adolescência, cujos resultados propunham-se estimular pesquisas contínuas, especificamente nas áreas emergenciais e captar recursos para sua operacionalização. Objetivava também a realização de assessoria, consultoria e capacitação a entidades que atuam nessa área.

No âmbito do ensino:

A partir do Estágio Curricular, buscou-se extrapolar o treinamento de habilidades técnicas exigidas pela profissão de Serviço Social. O projeto propôs então a interação entre os sujeitos envolvidos – alunos, professores, supervisores e população demandante e usuária dos programas institucionais, favorecendo experiências de extensão e pesquisa como um processo dinâmico e criativo de aprendizado de novas formas de participação social.

No âmbito da extensão:

A partir do projeto Nova Canção: Transformando a Melodia da Vida,eram atendidas crianças de 7 a 12 anos, partindo do pressuposto que a subjetividade de crianças em situação de risco pessoal e social é marcada pela complexidade de suas experiências. As atividades eram realizadas através da prestação de serviços de atenção à criança que privilegiam não apenas os aspectos sociais mas sua dimensão psíquica e subjetiva, com possibilidades de desenvolvimento da capacidade cognitiva, motora, afetiva e integradora. Através da relação educador e educando é possível reeditar e ressignificar as suas relações afetivas, de modo a encontrar formas saudáveis de relacionamento consigo mesmo, com a família e com o mundo. 

Por sua vez, através do projeto Educação Ambiental para Crianças e Adolescentes: Reciclagem de Papel eram atendidos adolescentes de 12 a 18 anos, em uma ação pedagógica socializadora de construção de uma identidade integral do processo de adolescer, incluindo afetividade, sexualidade, relações de gênero, relações familiares, cidadania, entre outras, de modo a estimular o desenvolvimento equilibrado pelo exercício de valores de justiça, de inclusão e participação social na perspectiva da doutrina de proteção integral do ECA.

Na proposta do PROINT/2001, encerra-se a parceria com a RPV no Projeto Educação Ambiental. Ao mesmo tempo, propõe-se um novo projeto, com uma ação mais abrangente envolvendo outras entidades através da realização de Oficinas Sócio-Educativas: Aprendendo a Lidar com o Outro nas Relações Familiares. No período de 2001 a 2002, mantém-se a parceria com o Movimento República de Emaús e iniciam-se novas parcerias com a rede conveniada da FUNPAPA, dentre elas o Solar do Acalanto, uma creche escola situada no bairro de Canudos, na periferia de Belém.

Em 2003, o PROINT prioriza seu apoio ao fortalecimento do ensino de graduação e, em função disso o PIA não é contemplado com recursos desse Programa.

7. NOVOS PROJETOS DE EXTENSÃO:

Em 2003, o PIA apresenta uma nova proposta para a extensão, com o objetivo de realizar ações de promoção, defesa e formação/capacitação para investigação e intervenção na área da infância e adolescência, composta de 2 projetos:

7.1. A Escuta dos Educadores Sociais em Organizações de Atenção à Infância e Adolescência (2003).

O objetivo deste projeto foi propiciar processos de escuta na prática de supervisão do trabalho desenvolvido em programas e projetos de atendimento a criança em situação de risco pessoal e social e adolescentes em cumprimento de medidas sócio-educativas de Liberdade Assistida. A ação se desenvolveu no sentido de orientá-los e a apoiá-los na superação das dificuldades encontradas no cotidiano profissional. O projeto iniciou em parceria com o Movimento República de Emaús e a Fundação da Criança e do Adolescente do Pará – FUNCAP e, posteriormente com a Associazione Amici dei Bambini  - AiBi e o Movimento Cultural do Tapanã - MOCULTA.

A partir de 2005, este projeto foi reelaborado e desenvolvido até o ano de 2008. Durante sua execução foram realizadas diversas capacitações aos grupos da FUNCAP, MOCULTA e RPV, por meio da escuta de demandas emergentes dos grupos, facilitando melhor participação no cotidiano de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social. Visando a efetivação do Projeto ampliou-se o número de instituições atendidas: Projeto Arte de Viver - MRE; Projeto Lumiar; Programa de Erradicação ao Trabalho Infantil – PETI; Espaço de Acolhimento Provisório Infantil – EAPI; Centro de Atendimento Terapêutico Social – CATS; Centro de Valorização da Criança – CVC.

Coordenação: Maria de Nazaré Palheta e Silva.

7.2. Apoio ao Programa de Enfrentamento ao Trabalho Infantil Doméstico – TID (2003).


Em parceria com o CEDECA-EMAÚS no enfrentamento ao trabalho infantil doméstico, este projeto realizou oficinas sócio-educativas para meninas e meninos envolvidos em trabalho doméstico e suas famílias. Atuou na capacitação de educadores, técnicos e membros de entidades de defesa, de controle social e da rede de assistência e educacional. De forma mais ampla envolveu também a sensibilização da sociedade civil para a problemática. Um exemplo desse esforço é o envolvimento de segmentos do meio empresarial na Campanha de Combate ao TID, buscando estimular a responsabilidade social para o enfrentamento do trabalho infantil doméstico.

Desde a criação do Programa de Enfrentamento do Trabalho Infantil Doméstico - PETID, do CEDECA-EMAÚS, o PIA constituiu-se membro efetivo do Comitê Gestor do Programa.

Coordenação: M. Sc. Maria Luiza Nobre Lamarão

8. QUALIFICAÇÃO DA EQUIPE DO PIA E GEPIA:

A partir de 2004 iniciou-se um processo de investimento na qualificação da equipe. A composição foi alterada com a saída de 2 participantes para Doutorado (2004) e Mestrado (2006) e entrada de novos membros.

No período de 2006 a 2007 o PIA foi coordenado pelas professoras M.Sc. Sandra Helena Ribeiro Cruz e M.Sc. Sandra Fonseca e os projetos vinculados coordenados por Maria de Nazaré Palheta e Silva e profº. Dr. Carlos Maciel. 

9. AÇÕES ATUAIS:

Com o retorno dos membros afastados para qualificação, implementa-se nova dinâmica ao PIA: extinção de ações, manutenção e ampliação das ações bem sucedidas e proposição de novas. A coordenação do Programa é assumida por M.Sc. Maria Luiza Nobre Lamarão, com coordenação acadêmica da Profª Dra. Lília Iêda Chaves Cavalcante e do Prof. Dr. Carlos Alberto Batista Maciel:

9. 1 Extinção do GEPIA:

 

Em setembro de 2009, o GEPIA foi destituído por seus membros efetivos e descredenciado nas instâncias competentes.

9.2 Nova Identidade visual do PIA:

9.2.1 Memorial descritivo para a nova marca do PIA, por Víctor Lamarão Palheta, Designer. 

A análise dos projetos do Programa Infância e Adolescência – PIA, da Universidade Federal do Pará, mostrou que seus objetivos apontam na tentativa de modificar, para melhor, a vida das crianças e adolescentes em situação de risco no Estado do Pará.

Os projetos do PIA têm nomes como “Criando Asas”, EKOA (que em tupi-guarani significa morada, abrigo ou aconchego), AKATU (semente boa ou mundo melhor) que denotam a busca por  qualidade de vida dessas crianças e adolescentes, que os façam crescer de forma saudável, ter melhores oportunidades para traçarem um caminho em que possam tornar-se cidadãos.

A busca por essa “proteção” para as crianças e adolescentes demonstra que lhes faltam oportunidades de cultivo saudável para que “essas sementes” consigam germinar bem.

Todas essas palavras remetem metaforicamente a questão do cuidado necessário para todas as crianças, e adolescentes para que consigam chegar à vida adulta da maneira mais próxima ao que se compreende por cidadania plena.

Essas crianças e adolescentes seriam então sementes boas, para um mundo melhor, assim como embriões ou fetos.  A representação imagética poderia ser esta:

Figura 01: Semente ou embrião

Nesse aspecto, imageticamente, a representação do objetivo do PIA seria um espaço social no qual poderiam ser bem cuidados, bem cultivados e bem criados. Um abrigo, uma morada antes de alçar o vôo, que poderia ser representado por um ninho:

Figura 02: Ninho

 

E, por último temos o Programa em si, que é o elemento existente para dar vazão a vontade e a idéia dos seus componentes, representado por um círculo de pessoas:

Figura 03: O Grupo ou o Programa

Porém, temos que chamar a atenção para o fato que o PIA cuida justamente de crianças e adolescentes que não têm um ninho adequado ao seu processo de desenvolvimento como pessoa, cidadão, um espaço onde possam ser bem orientados, cuidados e preparados para alcançar sua autonomia, ou seja, é um ninho criado, artificial, que tenta representar, da melhor forma possível, o original.

Uma das teorias da Gestalt versa justamente que vemos um todo a partir de suas partes. E a teoria da gestalt do objeto diz que o cérebro fecha as figuras como partes automaticamente. Então, seria a recriação do ninho através do PIA

Figura 04: O ninho através do Programa

E o resultado da construção seria a inclusão da semente dentro desse ninho, para que ela possa ser bem cuidada e possa crescer, ganhar asas e dar bons frutos.

 

Figura 05: O símbolo

 

Cores:

A cor laranja por ser quente e dar sentido de acolhimento e alegria e o azul por ser mais sério e institucional (o azul é uma das cores da UFPA e é complementar da cor laranja) que faz link com a tipografia utilizada na sigla PIA.

A marca completa seria então esta:

São Paulo, 4 de novembro de 2009.

Víctor Palheta – Designer

 9.3. Projetos atuais:

9.3.1 Projeto Criando Asas: desenvolvimento de ações afirmativas com crianças, adolescentes e responsáveis familiares na perspectiva da constituição de sujeitos sociais e políticos (2009)

É o desdobramento do projeto “Apoio ao Programa de Enfrentamento ao Trabalho Infantil Doméstico – TID” em razão da ampliação das ações circunscritas ao trabalho infantil doméstico, uma vez que, na prática, o projeto estendeu sua atuação envolvendo, não somente a discussão e a realização de ações em torno do trabalho infantil doméstico, mas de aspectos mais abrangentes da infância, da adolescência e da família no contexto social, econômico, político e cultural local demonstrando a relação indissociável das várias dimensões da questão social que envolve a criança, o adolescente e a família na sua configuração amazônica. Criando Asas mantém a parceria com CEDECA EMAÚS – MRE e objetiva oferecer meios para transformar indivíduos excluídos em sujeitos incluídos social, econômica, política e culturalmente; Proporciona a interlocução: criança, adolescente, família e escola; Realiza atendimento em forma de grupalização, propiciando meios para que os sujeitos envolvidos nas ações – crianças, adolescentes e familiares, tenham possibilidade de acesso ao desenvolvimento pessoal e social saudáveis, o que resultou na constituição do Projeto Cirandinha com crianças de 4 a 12 anos, na perspectiva da prevenção; Promove um processo de escutatória dos participantes no processo de grupalização e dos profissionais atuantes nas entidades envolvidas.

Coordenação: M.Sc. Maria Luiza Nobre Lamarão e Mary Cândida Barata Cerdeira do Amaral (2009)

9.3.2. Projeto Akatu na Escola: semente de um mundo melhor

Reúne atividades desenvolvidas em parcerias com o CEDECA EMAÚS – MRE no enfrentamento ao trabalho infantil por meio do Projeto Girassol na Escola e na disseminação da cultura de direitos. Conjuga a realização de levantamento de dados e ações interventivas para os agentes que compõe o ambiente escolar (professores, gestores, técnicos, servidores administrativos, crianças, adolescentes, pais e/ou responsáveis) com a realização de diferentes atividades de cunho informativo, formativo e vivencial como oficinas de capacitação, oficinas sócio-pedagógicas, exposições dialogadas e outras que favoreçam a cultura dos direitos da criança e do adolescente, ao contribuir na promoção de um ambiente escolar protetivo e garantidor de direitos. As atividades estão sendo realizadas em 3 escolas estaduais: Donatila Lopes, José Veríssimo e Camilo Salgado, com expansão para 12 escolas em 2010 e 2011.

Coordenação: Prof. Dr. Carlos Alberto Batista Maciel

9.3.3. Projeto Ekoa: Construindo Projeto de vida com crianças e adolescentes institucionalizados. (2009)

O Projeto é uma replicação do “Projeto Oficina dos Sonhos: construindo projetos de vida com crianças e adolescentes institucionalizados”, experiência bem sucedida promovida pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância – UNICEF, Centro de Serviço à Família – MEMBIRA, Grupo de Apoio à Adoção – RENASCER e Grupo de Estudo e Pesquisa da família, Infância e Adolescência – GEPIA/UFPA. Responde-se a um dos eixos do Sistema de Garantia de Direitos – SGD – a proteção especial de crianças e adolescentes institucionalizados, uma vez que as oficinas sócio-educativas estimulam a reflexão sobre projetos de vida na medida em que são abordados conteúdos, informações e conhecimentos referentes aos direitos – especialmente o direito á convivência familiar e comunitária, as medidas de proteção, como o abrigamento, dentre outros. O projeto realiza-se por meio de técnicas, dinâmicas e vivências, em que os participantes são estimulados a realizar um exercício mnemotécnico que envolve o resgate de suas memórias da infância, de sua família de origem, o ingresso na escola; a sua percepção da situação presente, a vida no abrigo, a experiência da institucionalização, assim como a projeção para o futuro, o retorno a convivência familiar e comunitária, os caminhos para a profissionalização e o trabalho, a constituição de sua própria família, suas metas, expectativas e sonhos. Esse processo reflexivo culmina com o esboço de seus projetos de vida, o que lhes exige um pensar individual e coletivo, definição de prazos e meios para alcançá-los.

Coordenação: Profª. Drª. Lilia Iêda Chaves Cavalcante

 

9.4. Estágio Curricular: aprendizado da prática em Serviço Social em consonância ao Projeto Pedagógico do Curso permite o engajamento de discentes em ações de extensão com grupos de crianças, adolescentes e seus responsáveis familiares.

 

9.5 Estágio de Extensão: engajamento de alunos de Serviço Social no PIA para cumprimento de 30 horas em extensão.

9.6. Formações, Estudos e Pesquisas.

9.6.1 Janelas do PIA: Encontro Mensal com exposição de uma experiência de atuação e pesquisa sobre infância e adolescência ou aspectos metodológicos com vistas a qualificar a prática profissional. É destinado à comunidade acadêmica, aos alunos de graduação e pós-graduação e ao público em geral.

 9.6.2. Infância em Tela: Esta atividade iniciou-se em 2010 e baseia-se em metodologia de extensão que discute categorias sociológicas que explicam a realidade, em especial a da infância e da adolescência por meio do cinema. Discute-se a estrutura narrativa dos filmes, seus conteúdos e as categorias envolvidas.

 9.6.3 Estudo de Mesa: Atividade que reúne a equipe do PIA e parceiros para estudo de conteúdos sobre infância, adolescência, família, categorias teóricas das Ciências Sociais.

9.6.4. Orientações:

Em 2010 foram concluídos sob a orientação de membros do PIA, 6 Trabalhos de Conclusão de Curso – TCC, e 1 monografia do Curso de Especialização em Políticas Públicas.

10. PRÓXIMOS PROJETOS E AÇÕES DO PIA

 10.1 Manter os projetos atuais;

10.2 Fortalecer e ampliar os campos de Estágio Curricular;

10.3 Manter as parcerias com entidades do Estado e da sociedade civil;

10.4 Criar um grupo de pesquisa sobre a infância e adolescência;

10.5 Criar um espaço de Cultura para Crianças STELA MENEZES, em homenagem a primeira coordenadora acadêmica do PIA (in memoriam).

 

 

 
Universidade Federal do Pará - Instituto de Ciências Sociais Aplicadas - ICSA. Faculdade de Serviço Social. Cidade Universitária José da Silveira Netto, R. Augusto Correa, nº 01. Setor Profissional. Tel:(091) 3201- 8061, pia@ufpa.br